Como escrever um livro que atraia leitores em 3 grandes etapas

Como escrever um livro? Esta é uma dúvida muito comum nas minhas redes sociais. Apesar de trabalhar há 14 anos com foco na divulgação de livros, todos os dias tenho contato com escritores iniciantes que não sabem por onde começar a escrever sua obra.

E eu não me incomodo nem um pouco com essas dúvidas. Muito pelo contrário, os maiores escritores não se tornaram best-sellers por acaso. Pode ter certeza de que teve muito estudo e dedicação por trás das obras mais lidas do mundo.

Então, para ajudar você que está iniciando sua carreira como escritor, preparei este passo a passo completo com as 3 grandes etapas para escrever uma obra que esteja conectada com seus leitores: planejamento, pesquisa e produção.

Quer saber como escrever um livro que tenha leitores e se tornar um escritor publicado e admirado pelo mercado do livro? Continue a leitura!

  1. Planejamento: como se preparar para a jornada de escrita

Da mesma forma que você não constrói uma casa sem uma planta ou não faz uma viagem sem um roteiro mínimo, saber como escrever um livro também exige planejamento.

Esta etapa faz toda a diferença entre escritores nunca publicados e aqueles que chamam a atenção de grandes casas editoriais e criam toda uma comunidade de leitores.

Então, o que é preciso para escrever um livro?

Se quiser começar a construir uma carreira literária, você precisa olhar para o seu livro não apenas como uma obra de arte, mas também como um produto comercial.

E tal como um produto, ele deve ser estrategicamente pensado para ganhar espaço no mercado do livro. Portanto, veja as dicas que separei para planejar sua estratégia.

Acredite no seu projeto

Não, esse não é apenas um papo motivacional. Acreditar no seu projeto significa ter a convicção de que a sua ideia é excelente e apresentá-la com orgulho às pessoas.

Falo por experiência própria. Durante muito tempo, eu tinha uma tendência de esconder meu trabalho e minimizar minhas conquistas, achando que poderia soar arrogante.

Acontece que um projeto não se vende sozinho. E se o livro é seu, ninguém melhor do que você, autor, para falar dele e valorizar aquilo que deu tanto trabalho para produzir, concorda?

Estimule o leitor que existe em você

Na hora da escrita, toda e qualquer experiência de vida conta para criar uma história que vai ser lida, mas para ser um bom escritor, primeiro você precisa ser um ótimo leitor.

A leitura é fundamental por dois motivos: para você ter material de pesquisa e para aprender com as histórias de outros escritores e, assim, se tornar um autor experiente.

Não sabe por onde começar? Não se preocupe. Lá no meu Instagram, eu trouxe 5 dicas de livros que todo escritor deveria conhecer. Dá uma olhadinha e já segue meu @!

Estude as tendências e seja original

Estudar as tendências do mercado do livro é importante por diversos motivos, mas principalmente para você poder criar uma obra única.

Para ser original, existem dois caminhos possíveis:

  • criar um projeto totalmente inovador, diferente de tudo que já foi feito;
  • surfar na onda de alguma tendência que esteja em alta no mercado.

Nesse segundo caso, eu gosto de dar o exemplo de uma das minhas alunas. Palmira Heine é autora de Chapeuzinho no Pelô, uma obra que tem feito muito sucesso por revisitar o clássico dos contos de fadas, só que ambientado na Bahia.

Para quem não tem certeza de que seu projeto é inovador o suficiente, este pode ser um caminho para começar a carreira e depois apresentar algo totalmente original.

Entenda quem é o seu leitor

Seja de entretenimento, autoajuda ou desenvolvimento profissional, o livro é uma experiência que deve ser pensada com o propósito de cumprir um papel nas mãos de um leitor que existe de fato. Mas e aí, como identificar que é esse leitor?

Para isso, eu gosto de usar o conceito de persona. Trata-se da representação semifictícia do seu leitor ideal, com todas as características que guiarão seu processo criativo.

Para desenhar a sua persona, responda às seguintes perguntas:

  • Qual é a idade do seu leitor?
  • Qual é a ocupação dele? Trabalha? Estuda?
  • Qual é o seu estado civil? Tem filhos?
  • Por quais assuntos mais se interessa?
  • Quais são os seus principais objetivos, desejos, ambições, medos e desafios?

Estabeleça uma rotina de produção

Em Sobre a escrita, Stephen King faz uma imersão em seu processo criativo e, entre outras coisas, menciona que a escrita deve fazer parte da rotina de um escritor.

No caso de um dos maiores autores contemporâneos, as manhãs são reservadas à escrita, enquanto as tardes são voltadas ao descanso, à leitura, ao esporte e à família.

Percebeu como a rotina de um escritor não envolve apenas o trabalho com o livro? Tudo o que você faz além disso contribui para uma produção fluida, frequente e criativa.

#dicadalilian: está com dificuldades de criar uma rotina? Estabeleça um prazo para finalizar o livro ou comprometa-se em entregá-lo para alguém. Deadlines costumam ser excelentes estímulos para focar no que você precisa fazer.

Quais são os elementos de um livro?

Entender sobre o livro enquanto objeto também é importante para você saber como escrever um livro bem estruturado e explorar as características que o formato oferece.

Estes são os principais elementos que compõem um livro:

  • Capa;
  • Contracapa;
  • Primeira e segunda orelhas;
  • Lombada;
  • Cinta;
  • Sobrecapa;
  • Folha de guarda.

Se quiser se aprofundar em cada um desses elementos, tenho um post especial sobre o assunto. É só clicar aqui e conferir!

Quais são as etapas de produção de um livro?

Neste conteúdo, estamos nos debruçando sobre como escrever um livro – ou seja, a primeira etapa da produção editorial –, mas enquanto escritor profissional, você precisa conhecer todas as demais fases. São elas:

  • Ideia/escrita: processo criativo que resultará no seu livro;
  • Leitura crítica: leitura feita por um profissional experiente no mercado editorial;
  • Revisão/preparação de texto: correção ortogramatical, ajustes de coesão e coerência textual e análise do encadeamento das frases e da lógica do texto;
  • Capa: criação dos elementos gráficos que ilustrarão a capa, a partir de um briefing;
  • Diagramação: estruturação dos elementos internos do livro;
  • ISBN/ficha catalográfica: registro junto à Câmara Brasileira do Livro (CBL);
  • Revisão de prova (impressão): também conhecido como “boneco”, é um exemplar individual do livro que simula a sua versão final, permitindo os últimos ajustes;
  • Impressão: após a revisão de prova, o livro entra em processo de produção gráfica;

*Divulgação: a divulgação é responsável por fazer a obra chegar aos leitores. Mas atenção: o marketing começa desde o processo de escrita!

São muitas as estratégias de divulgação de um livro e eu falo sobre elas aqui.

  1. Pesquisa: como encontrar e lapidar uma grande ideia

Agora que você já conhece a importância de fazer um planejamento antes de escrever o seu livro, vamos passar à segunda etapa dessa jornada: a pesquisa.

Basicamente, a pesquisa vai ajudar você a encontrar uma ideia realmente original e lapidá-la a ponto de ser notada por aquela editora dos seus sonhos e, claro, pelos seus leitores.

Para isso, vamos usar uma técnica muito comum em agências de propaganda, o brainstorming, e a partir dela, chegar à sua pedra filosofal literária.

Como usar a técnica de brainstorming para ter ideias?

Do inglês, a palavra “brainstorming” é livremente traduzida para tempestade de ideias. Trata-se de um processo criativo que consiste em encontrar o maior número de soluções para um problema – ou, no nosso caso, de ideias para o seu projeto literário.

Eu sou do time que gosta de simplificar as coisas. Então, sugiro que você escolha a ferramenta com a qual você se sinta mais confortável – papel e caneta ou seu computador mesmo – e coloque ali todas as ideias que vierem à mente.

Lembre-se de levar em consideração todo o estudo que você fez durante a fase de planejamento. Procure pensar com cabeça de leitor, com base na sua persona, e pergunte-se o que chamaria a atenção dela em uma livraria, por exemplo.

Como escrever um livro exige muita inspiração e criatividade, vale o título do livro, vale a descrição do protagonista, valem os ensinamentos de negócios que você compilou ao longo dos anos de trabalho… Vale tudo! Só não vale:

  • deixar de registrar uma ideia por julgá-la absurda;
  • criticar suas ideias ou achá-las impossíveis;
  • ter ideias simplistas ou previsíveis.
Como selecionar a melhor ideia para o seu livro?

Uma vez que você tenha preenchido o papel com muitas ideias, deixe o material descansar por um ou dois dias e volte a ele, assim você poderá ter uma visão mais distanciada.

Provavelmente, muita coisa não faça sentido nesse momento – e tudo bem, é assim mesmo. Porém, conforme você for aprofundando sua análise, vai perceber que uma ideia geralmente puxa a outra, formando algo como um mapa mental.

Então, é hora de começar a descartar sem medo aquelas ideias que não brilharam os seus olhos até que reste pelo menos uma em que você confia para seguir adiante.

#dicadalilian: caso você precise de ajuda para avaliar o resultado do seu próprio brainstorming, leia o livro Ideias que colam, de Chip Heath e Dan Heath, e entenda por que algumas ideias pegam e outras, não.

O que levar em consideração na hora da pesquisa?

Com o esboço do seu primeiro projeto literário em mãos, é essencial fazer uma pesquisa para verificar se ele é realmente único e original. Afinal de contas, milhares de livros são publicados todos os anos e é natural que a sua ideia já possa ter sido criada.

Há três elementos básicos que, uma vez checados, já farão muita diferença:

  • Título: pesquise se já existe um livro com o mesmo nome;
  • Subtítulo: veja se há algo na mesma linha do seu livro;
  • Capa: projetos gráficos semelhantes são muito comuns, acredite!
  1. Produção: como escrever um livro que tenha leitores

Agora, sim, com o planejamento e a pesquisa realizados, vou te mostrar como escrever um livro do zero. Para situar seu projeto no cenário da produção do livro, eu quero te mostrar a importância de conhecer as categorias literárias. Vamos lá?

Como escrever um livro: as principais categorias literárias

Criadas a partir dos gêneros literários modernos, as categorias literárias servem para classificar as obras e facilitar a busca por títulos de determinado nicho.

Ao categorizar o seu livro desde o início da produção, você facilita não apenas o seu próprio trabalho, mas também o de todos os outros profissionais que farão parte do projeto – além, é claro, de torná-lo mais profissional e acessível às editoras.

A seguir, compilei as principais categorias literárias, reunindo algumas características e dicas rápidas para a sua obra. Acompanhe!

Como escrever um livro de contos

O conto é uma narrativa breve e limitada a um espaço, um período, um conflito e um número de personagens. Por ser mais curto, dificilmente você encontrará obras que explorem um único conto (a não ser que seja um livro infantil, por exemplo). Um exemplo é As mil e uma noites, um compilado de contos do Oriente Médio e do sul da Ásia.

Minha dica para escrever um livro de contos é: faça como Tchekhov ensina e crie desfechos com reviravoltas.

Como escrever um romance

Diferentemente do conto, o romance já extrapola os limites em termos de personagens, enredo, narrativa, ambientes e tempo. Os detalhes são maiores e a história ganha muito mais profundidade e desdobramentos, o que exige a divisão em capítulos, por exemplo.

Para quem quer saber como escrever um livro de romance, é preciso mergulhar nos grandes clássicos da literatura e dominar a construção de conflitos e personagens. Para isso, minha dica é que você use e abuse dos mapas mentais.

Como escrever um livro de crônicas

Assim como o conto, a crônica é uma narrativa curta, porém focada em acontecimentos corriqueiros do nosso dia a dia. É um gênero que costumava estar restrito aos jornais e às revistas, mas que aos poucos também foi ganhando espaço na produção literária.

Para se tornar um escritor reconhecido pelas suas crônicas, a dica é estar sempre atento ao cotidiano, onde a vida realmente acontece. Uso isso para inspirá-lo!

Como escrever um livro de poemas

O poema é talvez a categoria literária que permite o maior nível de subversão da escrita, mas isso não quer dizer que ele seja mais fácil. Caracterizado pelo encadeamento de versos e estrofes, seu objetivo é expressar emoções, sentimentos ou pensamentos.

Se você quer se aventurar em um livro de poemas, retome o que falei lá em cima sobre brainstorming: toda ideia, por mais simples e absurda que pareça, pode se transformar em algo melhor ainda. Então, não critique seus poemas, apenas escreva!

Como escrever um livro de ficção

A ficção também permite sair da caixa quando se trata de narrativa, mas com um pouco menos de subjetividade do que no poema. Essa categoria exige a desenvoltura do autor em criar histórias inventadas, não necessariamente baseadas em fatos.

Mas lembre-se que a ficção possui uma série de subcategorias literárias: ficção científica, fantasia, ficção especulativa… A dica é escolher qual você quer escrever e prestar atenção nas principais características de cada uma.

Como escrever um livro de não ficção

Escrever não ficção é uma grande responsabilidade, já que é preciso lançar mão de pesquisas aprofundadas, de modo a transcrever para o papel acontecimentos verossímeis. O leitor não pode ficar em dúvida sobre nada do que você publicar, sob pena de acabar manchando a sua autoridade no assunto e sua reputação como escritor.

Minha dica para quem quer saber como escrever um livro de história real é manter um documento separado com os registros de todas as pesquisas. Durante a escrita do livro, use notas de rodapé para contextualizar nomes, lugares e acontecimentos históricos. Assim, o leitor crítico ou editor poderá fazer consultas, caso tenha dúvidas.

Como escrever um livro de autoajuda

O que parecia ser apenas uma moda acabou ganhando muito espaço no mercado do livro. Os livros de autoajuda deixaram de ser vistos com maus olhos e hoje apresentam uma série de opções que vão do coaching ao pensamento científico.

Se você quer compartilhar suas experiências de transformação com os leitores, evite olhar para o próprio umbigo. Ao falar sobre ansiedade, por exemplo, é interessante conversar com outras pessoas que passam pela mesma situação e, principalmente, profissionais de saúde.

Como escrever uma biografia

A biografia é uma categoria literária fabulosa. Eu mesma adoro conhecer a vida de grandes personalidades que admiro e gosto de aprender com elas.

Para entender como escrever um livro sobre sua vida ou de outra pessoa, comece lendo biografias. Se for escrever uma autobiografia, comece pela organização de todos os acontecimentos que você quer passar para o livro, escreva tudo aquilo que julga interessante contar e detalhe ao máximo.

Como escrever um livro de negócios

Também em alta no mercado editorial, os livros de negócios são voltados a um público bastante fiel e que gosta de usar essas obras como norteadoras de suas decisões.

Uma dica que pode fazer a diferença na divulgação do seu livro de negócios é tratar de algum tema que esteja em alta no momento. Isso vai facilitar a inserção dele em veículos de imprensa, por exemplo.

Se você quiser entender melhor as diferenças entre gêneros literários e categorias literárias, eu tenho um post aqui no blog que aprofunda esse assunto. Basta clicar aqui!

Vale a pena escrever meu livro à mão?

Essa é uma decisão única e exclusivamente sua. Eu sempre digo que você deve se sentir confortável para escrever, de modo que isso não o impeça de produzir.

Mundialmente reconhecida por seus livros infantojuvenis, Lygia Bojunga, por exemplo, tem um apego com o papel e prefere criar suas obras à mão, sentindo o cheiro do lápis e a textura do papel.

Entretanto, tenha em mente que, em algum momento, o seu manuscrito deverá ser transcrito para um arquivo digital. Logo, isso exigirá mais tempo de produção e, caso não seja feito por você, poderá custar dinheiro.

Então, se quiser trocar o papel pelo computador, separei aqui 5 aplicativos para escrever o seu livro e otimizar a sua rotina como escritor.

Como escrever um livro no Word para publicação?

Saber como escrever um livro no Word vai facilitar e acelerar o processo editorial. Por isso, escritores que querem ser publicados e lidos devem pensar nas características do arquivo que será enviado à editora e, posteriormente, ao diagramador.

Estas são as orientações básicas para escrever um livro no Word:

  • Explore as opções de formatação: cabeçalhos, rodapés e numerações;
  • Use os estilos de texto: eles farão a hierarquia das informações e facilitarão o índice;
  • Evite usar o botão Enter para pular de capítulo, prefira a Quebra de página.

Abaixo, preparei um guia simples com as dimensões do papel e suas margens:

Formato do livro Tamanho do papel Margens superior e inferior Margens laterais
A5 14,8 cm x 21 cm 2,54 cm 1,91 cm
A4 21 cm x 29,7 cm 2,54 cm 1,91 cm
Pocket 10,5 cm x 14,8 cm 1,50 cm 1,20 cm
Quadrado 20,0 cm x 20,0 cm 2,54 cm 2,54 cm
Quais fontes usar para escrever o livro?

De forma básica, existem dois grupos de fontes tipográficas usadas universalmente:

  • serifadas: são aquelas fontes com “perninhas”. Elas costumam ser usadas em blocos de texto extensos, pois ajudam a guiar o olhar durante a leitura. Exemplos de fontes serifadas:
    • Book Antiqua;
    • Georgia;
    • Palatino Linotype.
  • não serifadas: as fontes sem serifa – ou sem “perninhas” –, são mais voltadas a títulos e subtítulos, já que valorizam cada palavra individualmente. Exemplos de fontes não serifadas:
    • Arial;
    • Calibri;
    • Helvetica.
Como começar a escrever um livro?

Muitos escritores chegam a mim reclamando do temido bloqueio criativo que os impedem até mesmo de começar a escrever sua obra. E eu sempre procuro tranquilizá-los com um conselho: a primeira versão do seu livro não precisa ser a versão final!

Isso vale, inclusive, para o título da sua obra. Há quem diga que o ideal é pensar no nome do livro só depois de finalizá-lo, mas eu sou do time contrário.

Então, aqui lá vai mais uma #dicadalilian: sempre comece seu livro com um título, nem que seja provisório e acabe mudando ao longo da escrita. Como o título carrega a promessa da obra, ele será o seu norte durante todo o processo criativo.

Além disso, caso não saiba por onde começar a escrever, você pode usar a técnica de início in media res. Essa é uma expressão latina livremente traduzida para “no meio das coisas”.

O termo é usado na literatura para se referir a uma narrativa que começa a ser contada não pelo seu início, como é de se esperar, mas já pela metade.

A Ilíada, por exemplo, é um clássico grego cujo primeiro canto se passa já durante a Guerra de Troia, não se preocupando em contextualizar o leitor sobre a origem do conflito.

Apesar disso, em alguns casos, como em A odisseia, o autor faz uso de artifícios como flashbacks para evocar episódios anteriores ao início do texto.

Essa é uma técnica muito usada não apenas na literatura, mas também em séries, filmes e games até os dias de hoje. E eu gosto dela porque permite desenvolver a narrativa de forma ininterrupta, como é o caso de J. K. Rowling e as continuações de Harry Potter.

Como estruturar os capítulos do seu livro?

Organizar o enredo, determinar o ritmo da leitura, estabelecer pausas importantes na história e, o melhor, prender o leitor até o fim do livro. Esses são alguns benefícios de dividir o seu livro em capítulos.

Inclusive, você pode fazer isso antes mesmo de começar a escrevê-lo, de modo a orientar a sua escrita da mesma forma que o título orienta o seu processo criativo.

Como esse é um tema que merece uma atenção especial, eu criei um post aqui no blog sobre como dividir os capítulos do seu livro para criar uma narrativa cativante.

Que estilos de narrativa podem ser usados?

Escolher ângulo em que a sua narrativa será contada influenciará diretamente na interpretação da história pelo leitor. Quando a narração é fragmentada ou pouco precisa, a leitura acaba se tornando um desafio e pode ser abandonada.

Há três vozes narrativas que podem conduzir os eventos de uma história:

  • Narrador personagem: quando a narração é conduzida em primeira pessoa, geralmente por um dos personagens, a quem o leitor tem mais acesso;
  • Narrador observador: quando a narração é conduzida em terceira pessoa, sem a participação direta do narrador, assumindo um papel neutro na história;
  • Narrador onisciente: é praticamente um pastiche dos dois primeiros, quando o narrador sabe de absolutamente tudo e pode mesclar primeira e terceira pessoa.
Devo escrever meu livro em primeira ou terceira pessoa?

Esta é outra decisão que depende de você, escritor. De qualquer forma, não deixe de mergulhar na produção do seu livro caso não tenha optado por um estilo.

Isso porque é muito comum, durante o processo criativo, que o ponto de vista acabe mudando, e você sempre poderá voltar atrás.

Outra situação em que o ajuste da primeira para a terceira pessoa pode se fazer necessário é quando um editor ou leitor crítico avalia essa necessidade.

Esse profissional é responsável por encontrar pontas soltas na história, sugerir supressões, incluir mais diálogos, entre outras intervenções que só vão melhorar a sua obra.

Para finalizar, a última #dicadalilian sobre como escrever um livro que atraia leitores é: produza a sua história sem preocupações e depois contrate alguém para te ajudar a fazer esses ajustes. Assim, você contribui ainda mais para que a obra seja publicada.

Nesse sentido, você precisa driblar a insegurança e aprender a pensar também com a cabeça de editor, ou seja, de quem está dentro da editora e conhece a fundo todas as etapas editoriais. Portanto, não deixe seu livro nas mãos de amadores.

Evite se frustrar e publique sua obra de maneira descomplicada. No meu curso Escritores Publicados, você aprende como escrever um livro, como escolher os profissionais que trabalharão nele e, principalmente, como avaliar o trabalho de cada um deles.

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